quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Lévinas

Lendo uns trabalhos acerca da filosofia de Emmanuel Lévinas, encontrei algumas abordagens sobre a interação com Outrem. Especialmente no que se refere a linguagem: "Falar é arriscar uma aproximação de outrem, é tentar `enredar uma intriga´ com ele. (...) a linguagem não é uma expressão do pensamento, mas a condição de uma tentativa de comunicação. Falar não é simplesmente dizer qualquer coisa, é sim expor-se a outrem".
Essas considerações estão contidas no livro de François Poirié "Emmanuel Lévinas: Ensaios e Entrevistas", publicado pela editora Perspectiva. Tenho me aprofundado em Lévinas uma vez que se trata de um inspirador do trabalho de Z. Bauman. Em Bauman, por sua vez, encontrei as bases para elaboração de minha tese de doutorado.
A razão de inserir os parágrafos anteriores, justifico, deve-se a uma reflexão, a partir das leituras, sobre o processo interativo no "blogsfera". Que tipo de aproximação de outrem podemos fazer enquanto anônimos? Há efetivamente condição para expressar pensamentos sem termos o Outro na proximidade (não apenas em termos geográficos)? Até que ponto estamos nos expondo? Como o Outro irá nos apreender?

8 comentários:

Regina Sardoeira disse...

Não me surpreende que este texto não tenha nenhum comentário! Quando se evoca este desencontro no contexto dos blogs e dos contactos virtuais ninguém tem nada a dizer,porque há quem julgue que daqui nasce a amizade, há quem pense que encontra almas-gémeas nestes foruns artificiais em que cada um é a metáfora que quiser!
E quão arredadas andam as pessoas que por aqui passam da atmosfera de Lévinas!!! Eu, contudo, compreendo-o (ou julgo que o compreendo)!
1º Não somos anónimos, nunca somos anónimos, mesmo quando usamos um pseudónimo, lá está o nome enredado na própria designação escolhida. E então se o desejo de aproximação é partilhado, o anonimato atenua-se, reduz-se ou anula-se.
2º A geografia pode contornar-se, há muitas geografias: a dos mapas e a mental. Ultrapassada a distância que a segunda efectivamente cria, não há limites para a outra aproximação!
3º Expomo-nos sempre porque vamos a julgamento e as nossas palavras ou imagens denunciam-nos enquanto actores de uma tragédia ou comédia pessoal e 4º o Outro apreende-nos nas linhas do seu próprio traçado ideológico, nos parâmetros da sua trajectória existencial e por aí adiante...
Estes contactos, no contexto da responsabilidade perante o outro que a nós ligamos pelas palavras ou pelos gestos, são demasiado frágeis, demasiado egocêntricos, demasiado banais, pois são em grande parte o refúgio para a solidão, que cada um carrega consigo mas a que muitos desejam fugir!

Não sei se entrei no contexto do seu post... mas não pode dizer que não tentei!

Regina Sardoeira disse...

Não me surpreende que este texto não tenha nenhum comentário! Quando se evoca este desencontro no contexto dos blogs e dos contactos virtuais ninguém tem nada a dizer,porque há quem julgue que daqui nasce a amizade, há quem pense que encontra almas-gémeas nestes foruns artificiais em que cada um é a metáfora que quiser!
E quão arredadas andam as pessoas que por aqui passam da atmosfera de Lévinas!!! Eu, contudo, compreendo-o (ou julgo que o compreendo)!
1º Não somos anónimos, nunca somos anónimos, mesmo quando usamos um pseudónimo, lá está o nome enredado na própria designação escolhida. E então se o desejo de aproximação é partilhado, o anonimato atenua-se, reduz-se ou anula-se.
2º A geografia pode contornar-se, há muitas geografias: a dos mapas e a mental. Ultrapassada a distância que a segunda efectivamente cria, não há limites para a outra aproximação!
3º Expomo-nos sempre porque vamos a julgamento e as nossas palavras ou imagens denunciam-nos enquanto actores de uma tragédia ou comédia pessoal e 4º o Outro apreende-nos nas linhas do seu próprio traçado ideológico, nos parâmetros da sua trajectória existencial e por aí adiante...
Estes contactos, no contexto da responsabilidade perante o outro que a nós ligamos pelas palavras ou pelos gestos, são demasiado frágeis, demasiado egocêntricos, demasiado banais, pois são em grande parte o refúgio para a solidão, que cada um carrega consigo mas a que muitos desejam fugir!

Não sei se entrei no contexto do seu post... mas não pode dizer que não tentei!

Girena disse...

Peço desculpa mas, por alguma razão que me escapou o meu comentário saiu duplicado!

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...

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